15 de abr de 2011

Tudo sobre o Campeontao Brasileiro Série A de 1987

UMA VERDADEIRA AULA SOBRE O CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1987

O Campeonato Brasileiro de 1987 foi um dos mais conturbados da história. Em princípio deveria ser disputado pelos 28 melhores do Brasileiro de 1986, como tinha ficado estabelecido no regulamento daquele ano. Mas o Botafogo-RJ não estava entre esses 28, e o Coritiba lutava na justiça comum para não ser rebaixado. Quase ninguém acreditava que esses 2 clubes iam ser efetivamente rebaixados, embora não se soubesse como isso ia ser evitado. A senha para a virada de mesa foi dada pelo presidente da CBF, Otávio Pinto Guimarães, que surpreendentemente veio a público anunciar que a entidade não dispunha de dinheiro para organizar o campeonato. Nesse momento 13 clubes criaram o chamado "clube dos 13" e resolveram organizar o Brasileiro, sendo que somente eles é que iriam disputar o campeonato, o qual denominaram de "copa união". Os demais, inclusive o Guarani, vice-campeão brasileiro do ano anterior, deveriam, segundo eles, disputar a 2a. divisão. O clube dos 13 teve que incluir o Coritiba para cumprir determinação judicial, e posteriormente convidou Goiás e Santa Cruz para completar 16 equipes na "copa união". Entre estas 16 equipes figuravam duas que não tinham se classificado entre as 28 melhores de 1986: Botafogo e Coritiba.

A CBF, enfraquecida pela divisão de poder entre o vice Nabi Abi Chedid e o presidente Otávio Pinto Guimarães, adotou uma solução "salomônica". Não tendo sido capaz de conter a pretensão do clube dos 13 que queria realizar o campeonato só entre eles, mas ao mesmo tempo não podendo oficializar o rebaixamento arbitrário de 14 equipes, entre elas o vice-campeão do ano anterior, a entidade resolveu dividir o campeonato em 2 módulos: o verde, que seria a "copa união" do clube dos 13, e o amarelo, onde seria disputada a Taça Roberto Gomes Pedrosa, constituído pelos demais 14 clubes que deveriam pertencer à 1a. divisão, mais 2 que entraram para completar o número de 16. A Fase Final do campeonato seria disputada pelos 2 primeiros de cada módulo.
Embora o clube dos 13 quisesse fazer acreditar que eles estavam operando uma "revolução" no futebol brasileiro contra uma CBF falida e corrupta (quando na verdade só queriam garantir privilégios), eles não tiveram coragem de ir até o fim em organizar um campeonato independente e aceitaram a "solução" da CBF.

O regulamento do campeonato ficou sendo o seguinte:

1ª Fase: 32 equipes divididas em 2 módulos de 16. Dentro de cada módulo, as equipes são divididas em 2 grupos de 8. No 1o. Turno, jogam as equipes de um grupo contra as do outro grupo, dentro do módulo.

No 2o. Turno os jogos são dentro do grupo. O 1o. colocado de cada grupo no 1o. turno decide contra o 1o. colocado do mesmo grupo no 2o. turno, em jogos de ida e volta, quem vai para a decisão do módulo e para a Fase Final.
Fase Final: os 2 primeiros de cada módulo devem jogar um quadrangular em turno e returno. Quem fizer mais pontos é o campeão brasileiro.

O clube dos 13 aprovou este regulamento, embora com a intenção prévia de não cumpri-lo, como ficaria demonstrado mais tarde. Dos 32 times, somente o América-RJ, 4o. Colocado em 1986, não concordou com o regulamento e recusou-se a disputar o campeonato, o que fez com que o módulo amarelo fosse disputado por 15 equipes.

A "copa união" contou com o patrocínio da poderosa TV Globo, que "vendeu" ao público a idéia de que essa copa era o "verdadeiro" campeonato brasileiro. O seu campeão, providencialmente o Flamengo, foi aclamado por quase toda a imprensa como sendo o "campeão brasileiro de 1987", e com isso tentou-se criar um fato consumado que propiciasse o não cumprimento do que determinava o regulamento, ou seja, a decisão do título brasileiro em um quadrangular entre os 2 primeiros de cada módulo. O clube dos 13 ainda tentou modificar o regulamento em reunião do conselho arbitral realizada em janeiro de 1988, que contou com a presença das 32 equipes. Pela legislação da época, o regulamento de um campeonato poderia ser modificado com o mesmo em andamento se houvesse aprovação de 3/4 do conselho arbitral. Na época o peso do voto de cada clube no conselho arbitral era proporcional à sua classificação no campeonato do ano anterior. Assim, nessa reunião de janeiro de 1988 o voto do S. Paulo, campeão de 1986, valia 32, o do Guarani, vice de 1986, valia 31, e assim por diante.
Por não contar com o voto do Guarani, clube que detinha o segundo maior peso naquela reunião e ao qual eles tinham tentado excluir arbitrariamente do campeonato, o clube dos 13 não conseguiu os 3/4 necessários para modificar o regulamento e tornar o Flamengo o campeão brasileiro. Em vista disso a CBF marcou os jogos da Fase Final envolvendo Guarani, Sport, Flamengo e Internacional. Estes dois últimos se recusaram a disputar o quadrangular e perderam seus jogos por WO. Nos jogos em que eles não compareceram, Guarani e Sport tiveram que assinar a súmula e entrar em campo uniformizados para, na presença do trio de arbitragem, aguardar o tempo regulamentar necessário para que se caracterizasse o WO.
Flamengo e Internacional ainda quiseram disputar a Copa Libertadores da América, mas a Confederação Sul Americana de Futebol e a FIFA reconheceram Sport e Guarani como legítimos campeão e vice do Brasil, e foram estes clubes que representaram o país na Copa.

Os WO's aconteceram em 24/01/88 (Guarani X Flamengo e Sport X Internacional) e em 27/01/88 (Guarani X Internacional e Sport X Flamengo). Em 31/01/88 Guarani e Sport empataram em 1 a 1 em Campinas, e houve duplo WO no confronto Flamengo X Internacional.
Com 3 WO's seguidos, Flamengo e Internacional foram eliminados do quadrangular e o 2o. turno teve somente uma partida, disputada em Recife no dia 7 de fevereiro de 1988, Sport 1 X 0 Guarani.

1987 não foi o único ano em que o Brasileiro teve grupos desequilibrados. Isso aconteceu também em 1985, quando o Bangu chegou à final vindo de um grupo teoricamente mais fraco, o mesmo acontecendo com o Vitória em 1993 e o São Caetano em 2000. Só que, ao contrário de Flamengo e Inter em 1987, o Coritiba, o Palmeiras e o Vasco não se recusaram a disputar a final, que por sinal venceram.

Costumam divulgar que em 1987 houve dois campeonatos. QUEM DIZ/ESCREVE ISSO ESTÁ MENTINDO OU NÃO SABE DO QUE ESTÁ FALANDO. Foi um campeonato só, com um regulamento só. Se assim não fosse, por que os 32 clubes participaram da reunião do conselho arbitral do campeonato em janeiro de 1988? Se o clube dos 13 pretendia fazer de conta que a "copa união" foi independente do Campeonato Brasileiro organizado pela CBF, seus filiados não deveriam ter participado do conselho arbitral. Essa participação é prova assumida pelo próprio "clube" de que os 2 módulos pertenciam ao mesmo campeonato. Já houve épocas no futebol brasileiro em que duas entidades organizavam campeonatos separados, e nas estatísticas aparecem dois campeões nos anos em que isso aconteceu. Mas não foi isso o que aconteceu em 1987. O Flamengo foi campeão da "copa união" somente, algo equivalente a ser "campeão do 1o. turno". No máximo poderiam dizer que foi o "campeão moral" do Brasileiro.
Costumam dizer que a CBF declarou o Sport campeão brasileiro por ter ganho o módulo amarelo. QUEM DIZ/ESCREVE ISSO ESTÁ MENTINDO OU NÃO SABE DO QUE ESTÁ FALANDO. O Sport sagrou-se campeão ao vencer o Guarani na Fase Final, quando Flamengo e Internacional não compareceram aos seus jogos. Os jogos da Fase Final foram em janeiro/fevereiro de 1988, enquanto que as decisões dos módulos verde e amarelo foram em dezembro de 1987. 



Postado no Orkut na comunidade do Guarani Futebol Clube por um membro anônimo.
Fonte: HD DO LEÃO



TUDO SOBRE 1987

Introdução
           
            Só para esclarecer, naquela época, o recém-fundado Clube dos 13 formulou um campeonato nacional altamente rentável, de modo que atendesse exclusivamente aos interesses dos seus associados, inclusive do seu time que foi um dos seus fundadores.
 A fórmula do Campeonato Brasileiro de 1987 defendida por tal “sindicato das elites” foi, por demais, injusta, pois excluiu da Série A sem nenhum motivo decente os outros times (os não-associados) que, no campeonato anterior, tiveram índices técnicos suficientes para disputar a 1ª divisão, como, por exemplo, o vice-campeão Guarani e o 4º colocado América/RJ. Em vez destes 2 times, o Clube dos 13 colocou arbitrariamente o Botafogo e o Coritiba que tiveram índices técnicos inferiores no torneio anterior. Isso não existe, nem mesmo em Campeonato Indonésio.
            Então, o cruzamento entre os Módulos Verde e Amarelo para decidir o título nacional de 1987 foi a melhor solução para combater essa injustiça, pois os times não-associados não mereciam ser prejudicados pelos desmandos egoístas e pelo “oligarquismo” daquela corja dos 13. O SPORT não só venceu o campeonato brasileiro da Série A de 1987 com todos os méritos, como também derrotou com bravura e de cabeça erguida as injustiças e os desmandos das elites sulistas, pois este país tem leis que devem ser cumpridas. Por isso, o SPORT, que tem uma torcida apaixonada e fiel numerosa de todo o Norte-Nordeste, fez história. Se o Flamengo tivesse enfrentado o SPORT que, também, foi um timaço, no quadrangular final, todo esse celeuma que se arrasta até hoje não teria acontecido. O fato é que o seu time se amarelou diante do LEÃO e perdeu o título porque quis.


Verdade das mentiras

Simples, vamos lá:

Na década de 80 os esquemas, as viradas de mesa... resumindo os cariocas mandavam e desmandavam faziam o que queriam e o nordeste, pior que hoje, era coisa que só se ouvia quando Luiz Gonzaga cantava, Chacrinha falava aos sábados ou Didi mocó fazia filme.
Em 1987
-Alguns clubes disseram "SOMOS DONOS DO FUTEBOL BRASILEIRO"
-Dividiram o campeonato em MÓDULOS verde, amarelo, azul e branco
-Os Módulo verde e amarelo concorreriam ao título nacional no cruzamento
-Modulo Verde clube dos 13 e o convidado sta cruz, ficaria com patrocínios e glamour
-Módulo Amarelo sem retorno financeiro iria pegar adversários mais “fracos”
-O campeonato ocorreu e ...
-Sport e Guarani foram campeões e vice do amarelo
-Flamengo e Inter decidiram não jogar o cruzamento
-Proclamando-se campeão e vice do ano de 1987

A CBF disse não, o esquema acabou!
Como assim acabou? Nós do flamengo perder pra Nordestinos?
É perderam e levaram até a ultima instância.

SENDO ASSIM por conta dos chorões da Gávea:
-O TÍTULO DO SPORT NÃO CABE NEM RECURSO
-É O ÚNICO TÍTULO BRASILEIRO INCONTESTÁVEL

Esqueçamos o Sport
Em nenhum momento a imprensa do Rio fala ou questiona o Guarani de 1986, pois não é conveniente, pois a superioridade do Bugre era tanta que ele(sua campanha) por si só, acaba com todos os argumentos de 1987 que o flamengo diz ter ganho.

Nenhum Flamenguista alienado de 25 anos pra baixo sabe disso e fica achando que é hexa mesmo.

Quem era esse Guarani de 1986 que o Flamengo disse que caiu?
-Foi o time que mais pontos fez 53, contra 32 do Flamengo
-Teve mais vitórias 21, contra apenas 12 do Flamengo
-Perdeu apenas 2 Jogos UM E A FINAL, contra 8 do Flamengo
-Marcou 59 gols, contra apenas 34 do Flamengo
-Ficou em 2º lugar, contra 13º do Flamengo




A Lado Negro da Força

Marcio Braga (alienado desprezado), Juca Kfour (sem comentários) e Renato Maurício Prado (já esta ficando ridículo) dizem até hoje: “O GUARANI FOI SEGUNDA DIVISÃO EM 1987”

Abaixo os clubes que estavam a frente do Flamengo e foram para O MÓDULO AMARELO em 1987:

Guarani, América/RJ, Criciúma, 11°Portuguesa, 12°Internacional/SP

Esse aqui se achou dono e disse “BRASIL É LUGAR DE ESQUEMA MESMO”: 13°Flamengo

A CBF disse NÃO MARCIO BRAGA, É UMA PENA MAS O ESQUEMA ACABOU!


Questionamentos

Perguntas fáceis de responder:

1º. O módulo amarelo não era segunda divisão?
R- Não, isto agora é a forma de insinuar para abalizar a mentira Flamenguista.

2º. A final entre Sport e Guarani foi empate? (Único questionamento deles!)
R- Não, Empate foi a final do modulo, pois não serviria de nada, o cruzamento dos 4 que decidiria o título e esta final foi apenas para cumprir tabela.

3º. Quanto foi a final?
R- Guarani 1x1 Sport e Sport 1x0 Guarani

Perguntas difíceis de responder:

1º. Guarani foi vice Campeão em 1986, como pode ser segunda divisão em 1987?
R- Marcio Braga sabe, Kleber Leite Sabe, Juca Kfouri sabe, Renato Mauricio Prado Sabe... Eu por enquanto ainda não sei.

2º. Quem foi que jogou a libertadores de 1988
R- Sport e Guarani


Algumas Provas que o SPORT é o Campeão Brasileiro de 1987

A FIFA CONSIDERA O SPORT COMO O ÚNICO CAMPEÃO DE 1987:

http://www.fifa.com/classicfootball/clubs/index.html#club=44132

A COMENBOL CONSIDERA O SPORT COMO O ÚNICO CAMPEÃO DE 1987:

http://www.conmebol.com/articulos_ver.jsp?id=58115&slangab=S

A CBF CONSIDERA O SPORT COMO O ÚNICO CAMPEÃO DE 1987:

http://cbfnews.uol.com.br/seriea/ # Na parte de campeões

E, PARA ANIQÜILAR DE VEZ, A JUSTIÇA COMUM TAMBÉM CONSIDERA O SPORT COMO O ÚNICO CAMPEÃO DE 1987:

http://www.trf5.gov.br/archive/1997/04/199405000372353_19970424.pdf

http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u342355.shtml








Recordações de um vascaíno

O Campeonato Brasileiro disputado a partir de 1959 já teve diversos nomes, vamos a eles:

1959 a 1968 – Taça Brasil
1967  – Torneio Roberto Gomes Pedrosa
1968 a 1970 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata
1971 a 1974 - Campeonato Nacional de Clubes
1975 a 1980 - Copa Brasil
1981 a 1983 - Taça de Ouro
1984 - Copa Brasil
1985 - Taça de Ouro
1986 - Copa Brasil
1987 - Copa Brasil e I Copa União
1988 – II Copa União
1989 - Campeonato Brasileiro
1990 a 1999 - Campeonato Brasileiro Série A
2000 - Copa João Havelange
2001 - Campeonato Brasileiro
2002 a 2007 - Campeonato Brasileiro Série A
2008 a 2011 – Brasileirão Série A

Talvez alguém estranhe que o Campeonato de 1987 esteja com o nome de Copa Brasil, enquanto o de 1988 com o nome de Copa União. Porém, foi exatamente assim naqueles anos. Em 1987, num ato arbitrário e ilegítimo, 13 clubes organizaram um campeonato não-oficial e a revelia da CBF e da FIFA em que excluíam da disputa o vice-campeão de 1986 (Guarani) e o 4° colocado de 1986 (América-RJ), dentre outros clubes.

O referido campeonato foi chamado de Copa União, mas não tinha valor, pois, além de excluir as supracitadas equipes, incluía o rebaixado de 1986, Coritiba, na condição de convidado, portanto, trata-se de um equívoco chamar a Copa União de 1987 de primeira divisão, principalmente por excluir o vice-campeão do ano anterior (Guarani) e incluir um rebaixado do ano anterior (Coritiba).

A decisão dos 13 clubes segregando os demais e descumprindo as regras da entidade oficial do futebol brasileiro desagradou a FIFA e a Conmebol que se recusaram a aceitar a baderna e qualquer representantes daquele torneio em campeonatos oficiais das duas entidades, por exemplo, na Libertadores da América de 1988.
            Mal organizados e mal liderados pelo então presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, as reuniões do Clube dos Treze foi marcada, inclusive, por brigas entre um dirigente do Internacional e Márcio Braga, do Flamengo, que na ocasião apanhou do referido colorado dentro de um dos encontros da entidade. O caos administrativo e a desorganização da entidade dava sinais de que a alardeada resistência de outrora já não seria possível.
            Enfraquecidos diante da CBF, disposto a evitar punições e preocupados com os desdobramentos futuros da decisão irresponsável e arbitrária, os membros do Clube dos Treze aceitaram a proposta da CBF de transformar a Copa União no que foi chamado de Módulo Verde da Copa Brasil, (Campeonato Brasileiro daquele ano).
            Acordo firmado, o campeonato transcorreu naturalmente na expectativa do cruzamento dos módulos para definição do campeão da Copa Brasil (Brasileirão da época) e conseqüentemente representante do Brasil na Copa Libertadores de 1988.
            Porém, novamente em uma atitude elitista e arbitrária do grupo irresponsável, Internacional e Flamengo se recusaram a cumprir o acordo de disputar o quadrangular com o vice-campeão Brasileiro de 1986, o Guarani, e com o Sport, que sagrou-se legítimo campeão de 1987, ganhando o direito, juntamente com o time de campinas de disputar a Libertadores de 1988.
            Assim, o Sport levou pela primeira vez o título de campeão Brasileiro para o Nordeste, enquanto o Guarani alcançou o feito de disputar duas Libertadores seguidas em sua história, em 1987 por ter sido vice-campeão Brasileiro de 1986 e em 1988 por ter sido vice-campeão da Copa Brasil de 1987.
            A fórmula definida para a Copa Brasil em comum acordo entre CBF e Clube dos Treze não é atípica na história do Campeonato Brasileiro, pois, a título de exemplo, em 1993, o Corinthians foi eliminado da final do Campeonato Brasileiro pelo Vitória da Bahia, clube que havia entrado direto na fase final após ter disputado um módulo similar ao que o Sport do Recife disputou em 1987. Diferentemente do Flamengo, o Palmeiras não se recusou a enfrentar o Vitória da Bahia na final e sagrou-se campeão brasileiro daquele ano.

            Em 2000, novamente a fórmula foi repetida sem nenhum questionamento por parte do Clube dos Treze e o São Caetano, que havia disputado um módulo diverso ao dos clubes filiados da entidade referida, chegou a final após eliminar os filiados Fluminense, Palmeiras e Grêmio (do presidente Fábio Koff). O Cruzeiro, primeiro colocado do módulo da “elite” e membro do Clube dos Treze, não abandonou o campeonato e, cumprindo o regulamento, enfrentou o inexpressivo Malutrom, que chegara ao confronto vindo do terceiro módulo do maior Campeonato Brasileiro da história. A equipe mineira avançou nesta fase e foi eliminada apenas na semi-final pelo Vasco da Gama que, posteriormente, sagrou-se campeão de forma inquestionável ao derrotar o São Caetano.


            O texto tenta mostrar que não é verdade dizer que o Sport jogou apenas contra times medíocres, pois o vice-campeão e o quarto colocado de 1986 estavam no módulo do clube pernambucano, assim como o rebaixado Coritba estava no módulo do Flamengo. Demonstra também que a fórmula acordada no Brasileiro de 1987 também foi aplicada em 1993 e em 2000, portanto, não há o que se questionar quanto a legitimidade do título pernambucano, e sim, por qual motivo o descumprimento de Internacional e Flamengo não lhes custou uma severa punição.
            Mas durante todo este período, não foram raras as versões que surgiram para macular a verdade. Houve uma época em que se dizia que além de a Copa União ser a primeira divisão, o que era mentira, afirmava-se também que o Clube dos Treze jamais havia fechado qualquer acordo com a CBF e que a CBF prometera reconhecer o campeonato como oficial. Os mais velhos se recordarão deste tempo. Mais tarde, com esta versão desmascarada, veio a teoria de que o cruzamento foi imposto já durante o campeonato, mentira novamente desmascarada.
            Para destruir a atitude desonesta surgiu um veículo de democratização da informação que presta um nobre serviço a sociedade, chama-se internet. A chegada da internet jogou por terra os boatos e mentiras construídos nas redações e editorias. Mas as mentiras continuavam e mantinha-se a versão, já desconstruída neste texto, de que o torneio do Clube dos Treze era a primeira divisão nacional. O cruzamento entre os módulos era previsto e foi assinado pelo Clube dos Treze, mas, 20 anos depois, vejam o que o interessadíssimo São Paulo alega ter acontecido para ficar bem com todos os lados.
            O ex-presidente são-paulino e do Clube dos Treze na ocasião, Carlos Alberto Aidar, tenta fazer-se de vítima daquele que é o inimigo número 1 do futebol brasileiro, Eurico Miranda. Não há como negar que Eurico é um dirigente prejudicial, principalmente ao Vasco, mas a atitude são-paulina de querer o Penta e continuar tendo bom relacionamento com os dirigentes do Flamengo é algo realmente abominável.
            Segundo Carlos Alberto Aidar, após reunião do Clube dos Treze no Rio, Eurico foi a CBF dar uma mera orientação de como montar a tabela do Brasileiro do Módulo Amarelo, uma espécie de consultoria, já que nem ele e nem os demais membros do Clube dos Treze poderiam ficar no Rio por mais um dia, pois já estavam com seus vôos marcados.
            Ainda segundo Aidar, Eurico teria traído a todos e assinado a previsão de cruzamentto dos módulos com a CBF. Ora bolas! Se Aidar era o presidente do Clube dos Treze, por que motivo teria que dar a Eurico uma procuração em nome da entidade se o dirigente vascaíno estava indo apenas dar uma consultoria para confecção da tabela do Módulo Amarelo. Se Eurico realmente traiu a entidade dos treze clubes, por que motivo não foi punido na ocasião?
            Percebam que ao tentar culpar Eurico pela assinatura do acordo, Carlos Alberto Aidar admite que o cruzamento entre os módulos estava previsto e fora assinado previamente e de forma legítima, porém, tenta justificar este ato como uma traição de Eurico Miranda aos demais clubes, mesmo que não explique por que motivo a entidade não tomou as medida judiciais cabíveis para anular tal ato de Eurico e puni-lo.
            Por fim, fica claro que a entidade já nasceu sem idoneidade moral, sem caráter e pronta para aplicar um golpe e trair a CBF. Vinte anos depois, esfacelada, a verdade vem a tona, os membros abrem o bico e os traidores do futebol brasileiro tentam sair ilesos culpando o bandido de sempre, Eurico Miranda.
            Que fique claro que sou vascaíno e opositor a Eurico Miranda, sou contrário a seus atos dentro do clube e muitas vezes no futebol brasileiro, mas independentemente disto, sou uma pessoa honesta e acho que Eurico deve pagar pelo que fez, e não pelo que não fez.


Presidente do Sport, em 1987, detona Márcio Braga, o Flamengo e a Rede Globo

            O presidente do Sport em 1987, Homero Lacerda, trouxe à luz uma versão inconteste por que o time pernambucano é o legítimo campeão brasileiro daquele ano. Segundo ele, 32 times tinham o direito e legalidade de disputarem a 1ª Divisão, que acabou sendo dividida em dois módulos: Verde e Amarelo. Logo, pelo regulamento da competição, os dois módulos tinham teoricamente o mesmo peso de Série A. E um cruzamento entre os dois melhores de cada chave determinaria o campeão, fato que não aconteceu.
            Homero culpa o Flamengo pela tentativa de rasgar o regulamento da época e acusa a TV Globo de ter enganado a opinião pública por interesses comerciais ao divulgar que o Módulo Verde era exclusivamente a Primeira Divisão, preterindo assim o Módulo Amarelo. Segundo o cartola do Leão da Ilha, além da CBF, a Justiça Comum também chancelou o título de 87 ao Sport, em processo já transitado em julgado, ou seja, com decisão irreversível.
            “Por interesse financeiro, venderam o Módulo Verde como 1ª Divisão. A Rede Globo comprou um produto roubado por isso não abriu ao Sport a palavra de que aquilo era um desserviço. A Rede Globo enganou o povo brasileiro e fez um mau jornalismo. Mas tudo foi desmascarado pelos tribunais”, disparou Lacerda.
            “O Flamengo, através do Márcio Braga, exigiu da CBF na época que convocasse o Conselho Arbitral depois da competição para mudar o regulamento. Uma proposta indecorosa e imoral que só poderia ter vindo de uma pessoa nociva para o futebol brasileiro como o Márcio Braga. Ele fica enganando a torcida do Flamengo. Pois o Módulo Amarelo não era Segunda Divisão. Os 32 times eram da Primeira, mas estavam divididos em dois módulos”, esclareceu.

“Além disso, o Márcio Braga foge de qualquer debate sobre o assunto, e em tom debochado fica agredindo o Sport ao chamá-lo de provinciano. Não respeita, por isso não merece o respeito de ninguém”, irritou-se Homero.

“Colocamos, sim, outddoors aqui em Recife cumprimentando o São Paulo. Ele é o único e primeiro penta do Brasil”, asseverou o ex-presidente do Sport.

            E na entrevista dada a mim ontem na Rádio Bandeirantes, Homero Lacerda apresentou outro argumento irrefutável. “Como o Guarani, em 87, poderia estar na 2ª Divisão se ele era o atual vice-campeão do Brasil? Ele não fez a final com o São Paulo, em 86, em Campinas?”, disparou Lacerda. E acrescentou: “Eles só dividiram os clubes, 16 a 16, em dois grupos, para melhor remunerar os protegidos de Rio e São Paulo com o dinheiro da Coca Cola e da Vasp, patrocinadoras do torneio”.


Homero Lacerda
            Com a conquista, pelo São Paulo Futebol Clube, do Campeonato Brasileiro de 2007, credenciando-se à posse definitiva da taça, que acaba de levantar pela quinta vez, voltou ao noticiário uma ultrapassada discussão acerca do verdadeiro Campeão do torneio nacional disputado em 1987. Tenta-se, com isso, negar ao SPORT CLUB DO RECIFE o merecido título de Campeão Brasileiro daquele ano. Em respeito à verdade e, sobretudo, em defesa dos legítimos interesses desse valoroso clube, que tive a honra de então presidir, decidi trazer a público e, em particular, à família rubro-negra de Pernambuco uma rememoração dos fatos, que culminaram com aquele glorioso título.

            Em outubro de 1986, o Ministério da Educação, por meio do Conselho Nacional de Desportos – CND, determinou, através da Resolução 16/86, Art. 2º: “Compete aos Conselhos Arbitrais elaborar os regulamentos técnicos dos campeonatos”. E, pelo Art. 10 da Resolução 17/86, estabeleceu: “A Confederação Brasileira de Futebol, a partir de janeiro de 1987, deverá criar Conselhos Arbitrais a serem integrados, anualmente, pelas associações disputantes de cada divisão de profissionais que for instituída, aplicando-se a esses, no que couber, o disposto na Resolução 16/86”.

            No entanto, medida judicial, sob a forma de liminar, deferida pelo Exmo. Sr. Juiz Federal da 6ª Vara do Estado de São Paulo (esta ação não foi ajuizada pelo SPORT), suspendeu a eficácia das aludidas normas. Por isso, coube à CBF aprovar o Regulamento do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional de 1987, acatado pelos clubes participantes, na ocasião das respectivas inscrições. Esse Regulamento determinou, no seu Art. 2°, que 32 clubes participariam da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol, divididos em duas chaves, chamadas Módulo Verde e Módulo Amarelo. Além disso, estabeleceu, no parágrafo 2° do Art.6º, que o Campeão e o Vice de cada Módulo disputariam, em quadrangular, os títulos de Campeão e Vice-campeão Brasileiro de 1987, e a Classificação para a Taça Libertadores da América, no ano seguinte.

            Classificados, pelo Módulo Amarelo, Sport e Guarani e, pelo Módulo Verde, Flamengo e Internacional, a CBF determinou data e horário das partidas previstas no Regulamento. Flamengo e Internacional, porém, negaram-se a ir a campo. SPORT e GUARANI disputaram, então, o final do campeonato, em duas partidas, que consagraram o SPORT Campeão Brasileiro e o GUARANI Vice-campeão de 1987.

            Só então, o extinto Tribunal Federal de Recursos cassou a liminar que suspendera a Resolução 17/86 (a qual determinava a criação dos Conselhos Arbitrais), quando aquele Campeonato Brasileiro já se encontrava em sua fase final. A União Federal, por intermédio do CND, na época dirigido pelo Sr. Manoel Tubino, pressionado pelo Presidente do Flamengo, Sr. Márcio Braga, exigiu da CBF a convocação do Conselho Arbitral, com o objetivo de modificar o Regulamento daquele Campeonato, no que se referia ao cruzamento dos Módulos Verde e Amarelo, de modo que os vencedores do Modulo Verde fossem legitimados como Campeão e Vice-campeão.

            Reunido o Conselho Arbitral, a proposta do Flamengo foi votada, mas não atingiu a unanimidade exigida pela Resolução 16/86, cujo Art 5º determina que o Regulamento de Campeonato só pode ser modificado, após o seu início, por decisão unânime dos participantes.

            A insegurança da CBF, quanto à interpretação dessa votação unânime, motivada por pressão do Flamengo e CND, fez com que o SPORT CLUB DO RECIFE propusesse, na Justiça Federal, ação ordinária, que tomou o nº 00.0004055-0, tendo como Réus a União Federal (Conselho Nacional de Desportos) a Confederação Brasileira de Desportos, o Flamengo e o Internacional , para que reconhecessem o SPORT e o GUARANI como Campeão e Vice-campeão Brasileiro de 1987 e que ambos representassem o Brasil, na Taça Libertadores da América de 1988.

            O Exmo. Sr. Juiz Federal da 10ª Vara de Pernambuco prolatou, após extensa e minuciosa análise dos fatos e argumentações dos interessados, o seguinte veredicto: “Em face do exposto, julgo procedente “in totum” a pretensão formulada na peça exordial, para declarar válido o Regulamento do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional de 1987, outorgado pela Diretoria da CBF, e declarar ainda necessária a aprovação da integralidade dos membros do Conselho Arbitral da dita Entidade, para sua modificação, determinando, outrossim, à Confederação Brasileira de Futebol – CBF e à União Federal (Conselho Nacional de Desportos – CND), que se abstenham de ordenar a convocação ou acatar decisão do Conselho Arbitral, tendente à modificação do citado Regulamento, sem a deliberação unânime de seus membros, concluindo, pois, por determinar seja reconhecido o demandante como Campeão Brasileiro de Futebol Profissional do ano de 1987, pela Confederação Brasileira de Futebol”.

            Recursos contra essa decisão foram negados em todas as Instâncias da Justiça Brasileira, tendo esse Veredicto transitado em julgado, o que “nem mesmo a lei prejudicará”, conforme estatui a Constituição Federal em vigor (Art. 5º, XXXVI).

            Além da histórica conquista do Campeonato Brasileiro de 1987, com uma briosa e temida equipe de futebol, o SPORT CLUB DO RECIFE contribuiu para o triunfo da Justiça no futebol deste País, até então marcado pelos desmandos e arbitrariedades de muitos dirigentes. Basta lembrar que, naquele ano, a Rede Globo, a Coca-Cola e a VASP patrocinaram o Campeonato Brasileiro, pela primeira vez, com recursos vultosos, para a época. Isso, infelizmente, acabou provocando um sem-número de tentativas de burla, capitaneadas pelo Sr. Márcio Braga e por outros dirigentes, do que resultou terem ficado todos aqueles recursos, todos, exclusivamente com os componentes do Módulo Verde, como se apenas eles fizessem parte da 1ª Divisão do Futebol Brasileiro Profissional.

            Registro, por oportuno, que, segundo o referido Regulamento (Art. 6º, parágrafo 3º), a associação que conquistasse o Campeonato Brasileiro por três vezes consecutivas, ou por cinco vezes alternadas, teria a posse definitiva do troféu de campeão, ofertado pela Caixa Econômica Federal. Por tudo isso, é hora de pôr-se um ponto final nessa teimosa e vã peleja tendente à negação da História: aquela taça cabe, de fato e de direito, ao São Paulo Futebol Clube, pelos seus próprios méritos, mas também pela vitória desportiva e moral do SPORT CLUB DO RECIFE, em 1987.

Link´s

Entrevista de Milton Neves com Homero na Rádio Bandeirantes, Homero dando SHOW!
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Vídeo completo do debate entre Homero Lacerda x Márcio Braga em 1987

Pra quem quiser fazer o Download:

No Youtube:

Parte 1 - http://br.youtube.com/watch?v=xYjBh6qLPvs

Parte 2 - http://br.youtube.com/watch?v=2sSw4PWdp3w


Créditos pra esse garoto aqui
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=1564411922278385632
Flamengo e sua taça de Isopor...
                                              
87 É MEU!

Campeonato Brasileiro 1987

Campeões Brasileiros de 1987
Em 1987, o Sport Club do Recife viveu dias de glória, se sagrando Campeão Brasileiro de Futebol. Uma vitória conquistada no campo e nos tribunais. O título foi resultado de uma verdadeira batalha judicial, envolvendo desde a CBF à própria Fifa, numa briga entra cartolas pernambucanos e do Sul do país.
            Isso porque o Flamengo declarou-se Campeão Brasileiro à revelia das normas definidas pela CBF, alegando ser o vitorioso na etapa que envolvia o Clube do 13. Na verdade , o Flamengo descumpriu a tabela que exigia um jogo entre o finalistra do Clube do 13 e o finalista entre os 19 restantes. Segundo o então presidente do Sport, na época, Homero Lacerda, o campeonato fora vendido para a Rede Globo de Televisão e outros grandes patrocinadores, que por conta própria resolveram encerrá-lo ao final da disputa entre os 13 clubes. O que fez o Flamengo deixar de comparecer à partida final contra o Sport.
            Depois de muita briga na Justiça, a CBF e a Fifa legitimaram o Sport como Campeão Brasileiro de Futebol e consideraram que o Flamengo perdeu de W.O por não ter comparecido à partida final. A prova disso é que o Sport foi o representante do Brasil na Libertadores da América. Para Homero, o Leão somou uma vitória que confirma a garra e determinação do time pernambucano. Com certeza o título brasileiro, polêmico e sofrido, arrancado duplamente, em campo e na Justiça, representa o maior troféu da imensa coleção que contitui o museu rubro-negro. Assim a camisa do clube passou a contar com a estrela dourada de Campeão do Brasil!
Campanha do Sport
A Taça está na Ilha
Primeira Fase - Turno
16/09 - Atlético/PR 1 x 1 SPORT
20/09 - SPORT 2 x 0 Guarani
23/09 - SPORT 3 x 0 Criciúma
27/09 - Joinville 0 x 1 SPORT
30/09 - Portuguesa 1 x 1 SPORT
04/10 - Atlético/GO 0 x 0 SPORT
07/10 - SPORT 1 x 0 Rio Branco/ES
11/10 - SPORT 4 x 0 Inter de Limeira
Primeira Fase - Returno
25/10 - SPORT 2 x 1 Ceará
28/10 - Bangu 2 x 0 SPORT
01/11 - SPORT 1 x 0 Náutico
08/11 - SPORT 0 x 0 Vitória/BA
11/11 - CSA 0 x 1 SPORT
15/11 - SPORT 2 x 1 Treze/PB
Semifinais
25/11 - Bangu 3 x 2 SPORT
29/11 - SPORT 3 x 1 Bangu
Finais do Módulo Amarelo
06/12 - Guarani 2 x 0 SPORT
13/12 - SPORT 3 x 0 Guarani
Obs. Nos pênaltis 11 x 11. O Sport foi declarado campeão do grupo amarelo pela CBF, pois fez a melhor campanha.
Cruzamento para decisão do título de 87
27/01/88 - Flamengo 0x1 Sport, vencido pelo Sport por WO
27/01/88 - Guarani 1x0 Internacional, vencido pelo Guarani por WO
30/01/88 - Guarani 1 x 1 SPORT
07/02/88 - SPORT 1 x 0 Guarani
Obs. Flamengo e Internacional, campeão e vice do módulo Verde se recusaram a participar do cruzamento e perderam seus jogos por WO.

A Epopeia

E FOI ASSIM QUE COMEÇOU...

            Ano 1987. Assume a presidência do Sport Club do Recife o engenheiro e empresário Homero de Moura Lacerda. Homero como já era bem conhecido do torcedor Rubro-Negro, é um homem de temperamento forte, com perfil guerreiro e se dispôs a fazer de tudo para tirar o Leão daquele jejum de títulos que vinha sofrendo desde a conquista de seu ultimo tricampeonato em 82, quando do mandato de José Antonio Alves de Melo.

            O primeiro turno do Pernambucano daquele ano havia sido conquistado pelo Santa Cruz, o que estimulou mais ainda à vontade de Homero em tirar o Rubro negro daquele ostracismo. Ousado, como de costume, ele e sua diretoria de futebol começaram um trabalho árduo na busca de grandes jogadores para compor nosso elenco e promover uma reviravolta naquele campeonato.

            Luiz Carlos, nosso grande centroavante, e Luizinho, um promissor lateral esquerdo, foram negociados com o Santos, de onde vieram o renomado ponta Éder Aleixo e de "contrapeso" o meia Ribamar, que ironicamente se tornou o maior craque do Sport naquele ano. Ainda vieram o fantástico Robertinho, o impetuoso Zé Carlos Macaé, Ademir Lobo e o veterano e campionissimo goleiro Émerson Leão.

            O esforço surtiu o efeito desejado, tanto que conquistamos o segundo turno do campeonato e partimos para uma extra contra o Santa Cruz. A essa altura Leão já havia assumido o comando técnico, estreando nessa carreira. Jogávamos em casa pela vitória simples. Ainda no primeiro tempo nosso goleiro Márcio se contunde e Leão teve que dar uma de dublê de técnico e jogador e entrou na partida. Estávamos vencendo por 1x0 e isso já bastava. Mas infelizmente forças ocultas fizeram com que o nosso zagueiro Eraldo enfiasse a cabeça numa bola sem grandes perigos decretando o empate da partida em 1x1. E esse foi o placar final. Perdemos mais um titulo e o jejum prosseguia. Mas a idéia de Homero em dar um titulo ao Sport ainda estava fixa em sua mente.

NASCE O CLUBE DOS 13

            Paralelamente a estes fatos, os principais clubes do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e o Bahia decidem se reunir e criar uma associação denominada Clube dos 13, presidida pelo então presidente do São Paulo Michel Aidar, que serviria exclusivamente para a formação de uma liga constituída somente por eles próprios e alguns outros poucos convidados, tentado assim, monopolizar toda mídia nacional e toda receita de patrocinadores a seu redor. Assim, Otavio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid, respectivamente presidente e vice-presidente da CBF na época, começaram a ser pressionados de todos os lados pelo Clube dos 13, que contava com o apoio de Manoel Tubino, presidente do C.N.D., para que o campeonato Brasileiro daquele ano fosse disputado a seus moldes. Queriam escolher os participantes e toda renda publicitária mesmo que tudo isso ferisse os regimentos da confederação brasileira de futebol e os direitos adquiridos por outros clubes, como Bangu, Guarani, América-RJ, Criciúma, que havia feito extraordinária campanha no ano anterior e seriam excluídos da 1ª divisão sem razão plausível. O próprio Sport havia obtido índice técnico suficiente para permanecer no grupo de elite e mesmo assim ficaria de fora. Isso provocou a movimentação dos presidentes de federação e clubes que se sentiam prejudicados pelos desmandos que se anunciavam ocorrer.

CHEDID COLOCA PANOS QUENTES NA QUESTÃO...

            Numa tentativa de agradar a gregos e a troianos, Nabi Abi Chedid confeccionou uma tabela que dividia os clubes da primeira e segunda divisão em 4 módulos : verde, amarelo, azul e branco, onde os 2 primeiros seriam considerados 1ª divisão e os dois últimos, 2ª divisão. Ao final, o grupo verde e o grupo amarelo teriam seus respectivos campeões e vice que se enfrentariam num quadrangular, decidindo assim, quem seria o campeão do ano.

            O módulo verde, do qual pertencia os membros do clube dos 13 mais Santa Cruz, graças a Marco Maciel, Coritiba e Geais, foi totalmente moldado segundo os interesses financeiros de seus componentes, pois concentraram em suas mãos toda transmissão de TV e um polpudo patrocínio da Coca Cola, não restando absolutamente nada para os integrantes do módulo amarelo.

15/09/87 - O INICIO DA GUERRA

            Depois de tantos desmandos finalmente no dia 15/09/87 é aprovada uma tabela e um regulamento para a competição possibilitando assim o seu inicio. A idéia inicial de Nabi Abi Chedid foi mantida e a 1ª divisão passou a ser constituída pelo módulo verde formado por Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Bahia, Coritiba, Goiás e Santa Cruz, e o módulo amarelo formado por: Sport, Guarani, Bangu, Inter de Limeira, Náutico, América-RJ, Vitória, Atlético-PR, Criciúma, Joinville, Rio Branco, Atlético de Goiás, Portuguesa, Ceará, CSA e Treze. O módulo amarelo seria dividido em duas chaves, A e B, da qual sairia um representante de cada uma para disputar o titulo do modulo amarelo e, por conseguinte, o titulo nacional contra os vencedores do módulo verde.

            Já no dia 16/09 o Sport faz sua estréia, na Ilha, empatando contra o Atlético PR em 1x1. Começou o campeonato e prosseguia a confusão. O América carioca não aceita o regulamento e se retira da competição, impetrando um mandato de segurança contra a CBF.

            O Sport, em defesa de seus direitos, aciona a TV Globo, que tinha o direito de televisionamento exclusivo sobre o campeonato Brasileiro, pois só quem via a cor do dinheiro eram os componentes do clube dos 13. Também recebiam com exclusividade um milionário patrocínio da Coca-Cola e do açúcar União, que emprestou seu nome para batizar a disputa do modulo verde.

            O clima fica feio entre a TV e o modulo amarelo que passa a ser boicotado pela mesma. Em retaliação a esse fato o Sport também boicota a tv e proíbe a comercialização de Coca Cola na Ilha do Retiro. No campo de jogo, o Sport vai vencendo seus adversários, sendo imbatível dentro da Ilha e irresistível fora dela.
SPORT X BANGU - VITÓRIA NO CAMPO DE JOGO E NOS TRIBUNAIS
            A final da chave A foi disputada entre Sport e Bangu, time dirigido pelo bicheiro carioca Castor de Andrade. Foi uma verdadeira guerra. Na partida de ida fomos hostilizados de todas as maneiras possíveis e imagináveis. Nossos atletas e dirigentes foram apedrejados e coagidos. Com todo esse clima não conseguimos a vitória. Fomos derrotados por 3x2 e Macaé declarou nos microfones das rádios que se perdêssemos daquele timeco aqui na Ilha ele mudaria de nome. A partida de volta foi realizada no dia 29/11/87 e o Bangu recebeu o troco com juros e correções. Não só levou uma surra de 3x1 como também foram severamente hostilizados por nossa torcida, tendo o seu presidente Castor de Andrade sido atingido por uma pedra no rosto. Nesta partida muitos torcedores passaram mal pela emoção envolvida e infelizmente alguns vieram a falecer.
SPORT: Flávio, Betão, Estevam, Marco Antonio, Macaé; Rogério, Ribamar e Zico; Robertinho, Nando e Neco.
Bangu: Gilmar, Edvaldo, Marcio, Rossini, Mauro Galvão e Pedrinho; Tobi, Robson e Paulinho Criciúma; Marinho, Gil e Macula.
Juiz: José de Assis Aragão
Gols: Zico, Betão e Nando para o Sport e Marinho para o Bangu.
O resultado nos deu o titulo da chave A e decidiríamos o módulo Amarelo contra o Guarani. Mas antes que esse jogo fosse realizado o Bangu protestou contra a partida aqui na Ilha tentando alegar que o jogo foi realizado dentro de um clima totalmente desfavorável ao seu time. Mas o Sport venceu em 1ª e 2ª estância e deu prosseguimento a sua campanha vitoriosa. É valido ressaltar que o presidente da FPF, Fred Oliveira, quando compareceu em uma destas audiências envolvendo Sport e Bangu foi violenta e covardemente agredido pelos capangas do bicheiro.
SPORT CAMPEÃO DO MÓDULO AMARELO
Continuando a luta pelo título maior, Sport e Guarani se enfrentam em 2 partidas de ida e volta pelo título do Módulo Amarelo. As partidas ocorreram em dezembro de 1987. No jogo de ida fomos derrotados por 2x0. No jogo de volta vencemos por 3x0 e como o regulamento não previa critérios de desempate para este caso houve decisão por cobrança de pênaltis. Quando o placar marcava 11 x 11 o Guarani desistiu da disputa dando assim o título do para o Leão.
FUGA DO CRUZAMENTO: INTERESSES FINANCEIROS E TEMOR DA DERROTA
Determinado os campeões e vices dos dois módulos, segundo o regulamento, deveria haver um quadrangular decisivo entre eles de modo que o clube que obtivesse o melhor índice técnico seria declarado Campeão Brasileiro de 1987.
Como se sabe, a Coca Cola havia fechado um patrocínio gordo com o clube dos 13 para que sua marca fosse exibida de todas as maneiras possíveis durante os jogos. Foi sugerido inclusive que se colocasse no circulo central de campo a logomarca do refrigerante. Tal procedimento fere as leis da FIFA e por isso seria impossível sua concretização. Portanto o acordo firmado entre a fabrica de refrigerante e o Clube dos 13 seria o uso da logomarca no uniforme de todos os clubes que participasse da competição sob pena de não receber os 50% da verba restante ao final do campeonato. O Sport e o Guarani estavam rompidos com a Coca Cola e por isso seria impossível cumprir tal exigência, pois alem disso não viram as cores do dinheiro.
Então Marcio Braga, presidente do Flamengo, junto com Aidar, presidente do Clube dos 13, temendo perder a verba da Coca e o titulo nacional de 1987 tentaram de todos os artifícios possíveis para acabar com o cruzamento entre os módulos.
Numa primeira tentativa, vergonhosamente Aidar tenta aliciar Homero, oferecendo-o uma vaga no clube dos 13 em troca do cruzamento. Este foi veementemente negado. Então começaram as ameaças de aleijamento no campeonato seguinte.
Em outra tentativa, utilizou-se de Manoel Tubino, presidente do C.N.D., desta vez para alterar o regulamento de uma competição já quase concluída, retirando o cruzamento do mesmo. Então Tubino convocou um conselho arbitral para votar tal questão em 16/01/88. A decisão de 383 votos por 96 pelo cancelamento do cruzamento de nada valia, pois esse tipo de alteração deve ser aprovado apenas em caso de unanimidade. E é importante observar que a diferença não é tão expressiva quanto parece visto que o peso dos votos depende da posição no ranking.Nova derrota para eles. Assim, como não conseguiram nenhum meio legal para impedir o prosseguimento do campeonato as datas dos cruzamentos finalmente foram marcadas.
SPORT CAMPEÃO BRASILEIRO DE FATO E DE DIREITO
Sport 1x0 Guarani
Em 27/01/88 vencemos o Flamengo por WO assim como o Guarani vencia o Internacional, também por WO. Marcaram-se então as duas partidas finais para 31/01 em Campinas e 07/02 aqui na Ilha. O primeiro jogo acabou em um empate de 1x1, tendo Betão de pênalti marcado a nosso favor. A grande final foi marcada na Ilha dia 07/02/88 e como de costume, ela estava lotada. O jogo foi transmitido ao vivo para todo Brasil pelo SBT. Uma verdadeira festa que assombrou a todos aqueles que nunca acreditaram naquilo. Girândolas, fumaça colorida, leonetes, tudo que se tinha direito para a ocasião.
O jogo se inicia com o Sport para cima e o Bugre um pouco inibido, talvez pelo nervosismo. Ao passar do tempo o Sport continua melhor embora o Guarani comece a se aprumar na partida. Estevam, nosso capitão, desperdiça uma cabeçada com a barra aberta. No segundo tempo é que tudo acontece. A partida continua no mesmo ritmo até que aos 20 minutos, Betão bate escanteio com precisão impar na cabeça de Marco Antonio, que mete a bola para o fundo das redes fazendo a Ilha explodir de emoção. E esse gol foi o suficiente para sermos campeões Nacionais de 1987. Conseguimos suportar a pressão desordenada do Guarani que o juiz deu a partida por encerrada. Foi simplesmente fantástica a festa. Toda torcida queria estar junto de seus heróis. O troféu estava lá. Foi erguido por Estevam num momento histórico para o Leão da praça da Bandeira. E a partir daquela data todo torcedor do Sport pôde encher a boca e o peito de orgulho para dizer: EU SOU CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL!
O ULTIMO SUSPIRO DOS CORRE CAMPO
Numa ultima e desesperada tentativa de impedir a homologação do titulo Rubro-Negro, Manoel Tubino, a mando de Marcio Braga, alega que as partidas finais daquele campeonato de 1987 deveriam ser anuladas, pois haviam ocorrido no ano de 1988 e tal precedente só poderia ser aberto mediante a uma solicitação documental à C.N.D. Porém, o blefe só serviu para desmoraliza-lo, pois Abi Chedid apresentou copia do fax em que Tubino autorizava a realização de partidas do campeonato no ano de 88. Assim, todos os recursos na justiça desportiva se esgotaram.
O Flamengo tentou por diversas vezes recorrer a justiça comum obtendo fracassos estrondosos. Até que desistiu sob ameaça de ser punido pela FIFA. Assim sendo o Sport Club do Recife é o único campeão Brasileiro com o titulo atestado pela justiça desportiva e comum. E essa luta Titânica revelou a toda a Nação como nosso amado Sport Club do Recife é forte e grande.

Diário de Pernambuco

Capa do Diário de Pernambuco
                                              
Rubro Negro, a Rede Globo de televisão quer nos fazer de palhaços! Tudo, absolutamente tudo que eles disserem sobre o Campeonato Brasileiro de 1987 é pura lenda! Um abraço a todos.

CRÉDITOS:
 Criação
Luan Veiga
Formatação
Erik Soares de Albuquerque (do HD do Leão)

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